«Queres
namorar comigo?». Dizendo-o ou não, muitas vezes pensamos neste passo em
direção ao outro. Acontece que poucas vezes agimos em consonância com os
pensamentos apaixonados. Talvez não saibamos que namorar é bom para a saúde e
que não tem prazo de validade. Outras vezes estamos informados sobre os seus
benefícios e limites, mas a ação não aparece porque nos escondemos nos medos
(por exemplo, sucessivas más experiências nos relacionamentos vividos) e nas
desculpas (por exemplo, o excesso de dedicação ao trabalho, levando à «falta de
tempo»). É certo que, nalguns casos, temos muitas razões para nos distanciarmos
(e até necessitamos) porque, por exemplo, há relacionamentos que nos magoam
(mesmo muito) por dentro (e, por vezes, por fora). Mas, mais vezes do que seria
desejável (para a saúde), exageramos no tempo de recuperação e/ou descuramos o
cuidado que devemos ter connosco próprios. O que de negativo faz parte do
passado, e que persiste no presente, não tem que ser vivido ou mantido no
dia-a-dia e projetado no futuro. Embora, a inação ou a ação conformista nem
sempre esteja relacionada com as nossas experiências direta e vivamente
sentidas, pois há muitos modelos parasitas que vão passando e ficando na nossa
vida (influenciando-nos a um nível distante da consciência). Convém que
percebamos isso ou que alguém nos alerte e nos ajude a mudar. Todavia,
independentemente das causas da descrença ou do desinvestimento, tudo aquilo
que nos leva a desacreditar no namoro (ou a não investir) tem que ser transformado
positivamente para que não caiamos num local bem fundo (e não nos consigamos
levantar). Se não há a capacidade de nos desenvencilharmos daquilo que criamos
de menos positivo, ou se os entraves (ou desculpas) persistem ou agudizam-se
face ao que (consciente ou inconscientemente) desejamos relativamente à relação
a dois, procuremos ajuda (dentro e fora de nós) para que a vida avance. Nunca
nos devemos deixar cair num processo de contagem decrescente para a vida.
Devemos viver na e para a eternidade da paixão e do amor pela vida e pelas
vidas mais especiais que nos vão presenteando o quotidiano. Num dos livros
publicados pelo psicólogo Eduardo Sá, recordo-me de ter lido a seguinte
expressão: «amar é morrer para a morte».
É, de certa forma, assim. Por isso, procuremos eternizar a vida, namorando (e
amando) sempre!
Namorar.
Afinal, o que é o namoro? Entre muitas palavras que podem ajudar a descrevê-lo,
namoro é desejo, gosto, amor, paixão, dedicação, persuasão, fantasia,
aceitação, carinho, contentamento, criatividade, iniciativa, satisfação,
partilha, altruísmo, arrojo, surpresa, cuidado, aventura, alegria, compromisso,
intimidade e confiança. Todos estes ingredientes (e os outros não mencionados)
são fontes de motivação suficientes para nos movermos num sentido de maior
valorização dos momentos de namoro e torná-los prioritários na nossa vida. Não
devemos perder a magia das relações amorosas. Esta dedicação especial que damos
a alguém (com gestos de reciprocidade) é um processo de aprendizagem contínuo que
nos permite compreender «mais de perto» a importância do «outro» na nossa vida.
Por isso, invistam numa relação a dois e alarguem a vivência do namoro para
além do momento tipicamente definido como «namoro». Esta experiência relacional
não deve ser exclusiva dos primeiros dias, semanas, meses ou anos de uma
relação a dois, pois deve acompanhar-nos mesmo durante as novas e desafiantes
etapas dos relacionamentos amorosos (isto é, o namoro deve seguir os passos
mais maduros que vão sendo dados – a entrada na conjugalidade e na
parentalidade, por exemplo). Não pense que é tarde, que a chama se apaga, que
não há condições, entre outras verbalizações que denotam ausência de
criatividade dentro das relações. Portanto, se neste momento está sozinho(a) ou
acompanhado(a), deixe-se encantar com a «magia do coração», investindo assim na
sua saúde para que possa viver mais harmoniosamente com a vida (e com o seu
amor). Namorar é amar! Namorar é acrescentar anos (de felicidade) à nossa vida.
Namorar é…
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