terça-feira, 13 de novembro de 2012

Queres namorar comigo?









«Queres namorar comigo?». Dizendo-o ou não, muitas vezes pensamos neste passo em direção ao outro. Acontece que poucas vezes agimos em consonância com os pensamentos apaixonados. Talvez não saibamos que namorar é bom para a saúde e que não tem prazo de validade. Outras vezes estamos informados sobre os seus benefícios e limites, mas a ação não aparece porque nos escondemos nos medos (por exemplo, sucessivas más experiências nos relacionamentos vividos) e nas desculpas (por exemplo, o excesso de dedicação ao trabalho, levando à «falta de tempo»). É certo que, nalguns casos, temos muitas razões para nos distanciarmos (e até necessitamos) porque, por exemplo, há relacionamentos que nos magoam (mesmo muito) por dentro (e, por vezes, por fora). Mas, mais vezes do que seria desejável (para a saúde), exageramos no tempo de recuperação e/ou descuramos o cuidado que devemos ter connosco próprios. O que de negativo faz parte do passado, e que persiste no presente, não tem que ser vivido ou mantido no dia-a-dia e projetado no futuro. Embora, a inação ou a ação conformista nem sempre esteja relacionada com as nossas experiências direta e vivamente sentidas, pois há muitos modelos parasitas que vão passando e ficando na nossa vida (influenciando-nos a um nível distante da consciência). Convém que percebamos isso ou que alguém nos alerte e nos ajude a mudar. Todavia, independentemente das causas da descrença ou do desinvestimento, tudo aquilo que nos leva a desacreditar no namoro (ou a não investir) tem que ser transformado positivamente para que não caiamos num local bem fundo (e não nos consigamos levantar). Se não há a capacidade de nos desenvencilharmos daquilo que criamos de menos positivo, ou se os entraves (ou desculpas) persistem ou agudizam-se face ao que (consciente ou inconscientemente) desejamos relativamente à relação a dois, procuremos ajuda (dentro e fora de nós) para que a vida avance. Nunca nos devemos deixar cair num processo de contagem decrescente para a vida. Devemos viver na e para a eternidade da paixão e do amor pela vida e pelas vidas mais especiais que nos vão presenteando o quotidiano. Num dos livros publicados pelo psicólogo Eduardo Sá, recordo-me de ter lido a seguinte expressão: «amar é morrer para a morte». É, de certa forma, assim. Por isso, procuremos eternizar a vida, namorando (e amando) sempre!




Namorar. Afinal, o que é o namoro? Entre muitas palavras que podem ajudar a descrevê-lo, namoro é desejo, gosto, amor, paixão, dedicação, persuasão, fantasia, aceitação, carinho, contentamento, criatividade, iniciativa, satisfação, partilha, altruísmo, arrojo, surpresa, cuidado, aventura, alegria, compromisso, intimidade e confiança. Todos estes ingredientes (e os outros não mencionados) são fontes de motivação suficientes para nos movermos num sentido de maior valorização dos momentos de namoro e torná-los prioritários na nossa vida. Não devemos perder a magia das relações amorosas. Esta dedicação especial que damos a alguém (com gestos de reciprocidade) é um processo de aprendizagem contínuo que nos permite compreender «mais de perto» a importância do «outro» na nossa vida. Por isso, invistam numa relação a dois e alarguem a vivência do namoro para além do momento tipicamente definido como «namoro». Esta experiência relacional não deve ser exclusiva dos primeiros dias, semanas, meses ou anos de uma relação a dois, pois deve acompanhar-nos mesmo durante as novas e desafiantes etapas dos relacionamentos amorosos (isto é, o namoro deve seguir os passos mais maduros que vão sendo dados – a entrada na conjugalidade e na parentalidade, por exemplo). Não pense que é tarde, que a chama se apaga, que não há condições, entre outras verbalizações que denotam ausência de criatividade dentro das relações. Portanto, se neste momento está sozinho(a) ou acompanhado(a), deixe-se encantar com a «magia do coração», investindo assim na sua saúde para que possa viver mais harmoniosamente com a vida (e com o seu amor). Namorar é amar! Namorar é acrescentar anos (de felicidade) à nossa vida. Namorar é…


 

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