quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A equidade nas relações (desejavelmente) amorosas





          Seria positivo para a sociedade elevar a equidade nas relações amorosas para um patamar inatingível (para que não seja destruída) e, simultaneamente, acessível a todos (para que possa ser cultivada). A paradoxalidade que parece estar visível na vontade supracitada é ilusória, mas a complexidade (que não é sinónimo de impossibilidade) do seu processo construtivo (na teoria e na prática) é bem real. Assim, parece que fica claro que há um desafio e que ele é muito exigente, mas não desista por existir este facto inabalável. Saiba que as consequências dos esforços requeridos são muito compensatórias (em vários momentos e contextos da nossa vida). O «sedentarismo psicológico» não é a melhor solução, sendo mesmo extremamente prejudicial para a saúde. Acredite que o processo de consolidação da aceitação desta forma de ser e de estar, neste tipo especial de relacionamento interpessoal, permitirá a sua desejável integração nas vivências diárias, culminando num amadurecimento das relações, dos indivíduos e da sociedade. Inicie um processo de reflexão individual e partilhada (ou seja, consigo próprio, com o(a) companheiro(a) e com profissionais especializados) com vista à adoção desta visão essencial para uma evolução positiva das relações amorosas.
É importante estarmos conscientes do(s) poder(es) da equidade na construção de uma relação amorosa para que se acenda a chama da integração (da equidade) na vida de cada de um de nós, mas, para tal, precisamos de começar por saber o que é a equidade. Assim, para ajudar a compreender o conceito de equidade nas relações amorosas (que vem redefinir e desafiar a construção deste tipo de relações interpessoais), seguirei esta mensagem (in)formativa, e potenciadora de momentos reflexivos, definindo o conceito. Ora, no meu ponto de vista, o conceito de equidade (nas relações amorosas) incorpora dois termos: igualdade e equilíbrio. Desta forma, a fusão destes dois conceitos indica que há (ou deve haver) um respeito pelas idiossincrasias de cada um dos indivíduos, considerando que, mesmo reconhecendo que as pessoas não são iguais (nem é desejável que o sejam), devem viver nas relações amorosas com um equilíbrio em termos de poder, rumo a uma justiça social e íntima entre os elementos do casal. Este comportamento tornará as relações amorosas em modelos mais saudáveis e harmoniosos para a descendência e para outros elementos da sociedade.





É fundamental perceber que uma relação amorosa inicia quando duas pessoas assumem de livre vontade unir-se por uma só causa: a construção de uma relação a dois (que se espera que caminhe para níveis elevados de intimidade). Para que essa união possa amadurecer no tempo é preciso trabalhar nela. Para tal, entre variadíssimos componentes essenciais, a equidade deve fazer parte da base construtiva da relação para que nunca se considere o «outro» (e nós próprios) como um ser inferior ou superior. Cada um de nós deve ser visto como um ser único e especial (e respeitado como tal). Este respeito que se tem pelo outro, e por nós próprios, traz para a relação e para a sociedade mais justiça social e íntima, mais qualidade de vida e uma harmonia apetecível. Revelar-se-á também como um forte, importante e positivo salto evolutivo da sociedade, elevando a inteligência do ser humano para patamares mais condizentes com o que lhe é atribuído atualmente. Admito que é um grande desafio para a humanidade, pois requer um trabalho contínuo e árduo. Todavia, todo esse trabalho faz ou fará parte do caminho que nos leva à felicidade. Aceita o desafio? 


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