Seria
positivo para a sociedade elevar a equidade nas relações amorosas para um
patamar inatingível (para que não seja destruída) e, simultaneamente, acessível
a todos (para que possa ser cultivada). A paradoxalidade que parece estar
visível na vontade supracitada é ilusória, mas a complexidade (que não é
sinónimo de impossibilidade) do seu processo construtivo (na teoria e na
prática) é bem real. Assim, parece que fica claro que há um desafio e que ele é
muito exigente, mas não desista por existir este facto inabalável. Saiba que as
consequências dos esforços requeridos são muito compensatórias (em vários
momentos e contextos da nossa vida). O «sedentarismo psicológico» não é a melhor
solução, sendo mesmo extremamente prejudicial para a saúde. Acredite que o
processo de consolidação da aceitação desta forma de ser e de estar, neste tipo
especial de relacionamento interpessoal, permitirá a sua desejável integração
nas vivências diárias, culminando num amadurecimento das relações, dos
indivíduos e da sociedade. Inicie um processo de reflexão individual e
partilhada (ou seja, consigo próprio, com o(a) companheiro(a) e com
profissionais especializados) com vista à adoção desta visão essencial para uma
evolução positiva das relações amorosas.
É
importante estarmos conscientes do(s) poder(es) da equidade na construção de
uma relação amorosa para que se acenda a chama da integração (da equidade) na
vida de cada de um de nós, mas, para tal, precisamos de começar por saber o que
é a equidade. Assim, para ajudar a compreender o conceito de equidade nas
relações amorosas (que vem redefinir e desafiar a construção deste tipo de
relações interpessoais), seguirei esta mensagem (in)formativa, e potenciadora
de momentos reflexivos, definindo o conceito. Ora, no meu ponto de vista, o
conceito de equidade (nas relações amorosas) incorpora dois termos: igualdade e
equilíbrio. Desta forma, a fusão destes dois conceitos indica que há (ou deve
haver) um respeito pelas idiossincrasias de cada um dos indivíduos,
considerando que, mesmo reconhecendo que as pessoas não são iguais (nem é
desejável que o sejam), devem viver nas relações amorosas com um equilíbrio em
termos de poder, rumo a uma justiça social e íntima entre os elementos do
casal. Este comportamento tornará as relações amorosas em modelos mais
saudáveis e harmoniosos para a descendência e para outros elementos da
sociedade.
É
fundamental perceber que uma relação amorosa inicia quando duas pessoas assumem
de livre vontade unir-se por uma só causa: a construção de uma relação a dois
(que se espera que caminhe para níveis elevados de intimidade). Para que essa
união possa amadurecer no tempo é preciso trabalhar nela. Para tal, entre
variadíssimos componentes essenciais, a equidade deve fazer parte da base
construtiva da relação para que nunca se considere o «outro» (e nós próprios)
como um ser inferior ou superior. Cada um de nós deve ser visto como um ser
único e especial (e respeitado como tal). Este respeito que se tem pelo outro,
e por nós próprios, traz para a relação e para a sociedade mais justiça social
e íntima, mais qualidade de vida e uma harmonia apetecível. Revelar-se-á também
como um forte, importante e positivo salto evolutivo da sociedade, elevando a
inteligência do ser humano para patamares mais condizentes com o que lhe é
atribuído atualmente. Admito que é um grande desafio para a humanidade, pois
requer um trabalho contínuo e árduo. Todavia, todo esse trabalho faz ou fará
parte do caminho que nos leva à felicidade. Aceita o desafio?
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