O que
digo com o olhar?
Voa
comigo!
O que
penso com o olhar?
Encontra-me!
O que
sinto com o olhar?
Gosto
de ti!
O que
desejo com o olhar?
Fica
comigo para sempre!
Quando há um cruzamento de olhares, dois
mundos interagem entre si. Algumas vezes, quando menos esperamos, há a
necessidade de obedecer a uma paragem que leve a sentir novamente e mais
intensamente a magia que foi espoletada por um breve momento de reciprocidade.
Todos reconhecemos que ao longo da nossa vida vamos cruzando olhares com várias
pessoas e também facilmente admitimos que só uma pequena parte delas é
selecionada e/ou convidada para ficar connosco. Desta minoria só ficam
verdadeiramente aquelas que também permitem que entremos no mundo delas (uma
conjugação de vontades). No entanto, este início (de processo) está fortemente
codificado e contempla várias etapas até que o(a) selecionado(a) se instale
(quase) plenamente no interior secreto de cada um de nós. Estas codificações
são mecanismos protetores que as pessoas utilizam para que não sejam invadidas
por «inimigos». Há casos em que estes últimos (indiscutivelmente indesejados)
avançam demasiado e ferem bastante, comprometendo em momentos posteriores a
entrada das pessoas que nós gostaríamos que entrassem e ficassem. É difícil
criar um filtro eficiente porque o caminho partilhado rumo ao interior profundo
de cada um é baseado, em parte, num misto de caos (o «coração») e de
organização semiestruturada (o nosso lado racional). Como tal, o que pudemos e
devemos fazer é agir serenamente e de uma forma respeitadora enquanto
convidados. O desrespeito por estes princípios estruturantes e edificantes,
para além de ser potencialmente perigoso, leva a camuflar a magia que quando
presente é indescritível. Assim, é fundamental respeitar os silêncios, as
cadências e as mensagens (codificadas) destes momentos (sempre com uma atitude
positiva e proativa). Portanto, sê respeitador(a), paciente, exigente e
persistente na relação com os outros seres especiais que presenteiam a tua
vida. Valoriza o que a vida te dá, sem te resignares (constrói sempre). Não
percas de vista o essencial da vida: a magia das relações interpessoais
(especiais). Tudo isto é mágico. Se fores especial com alguém, serás especial para
alguém.


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