A
relação privilegiada que criamos e desenvolvemos com o que nos permite atingir
a transcendência é uma forma de estendermos a nossa alma a estados de elevada
criatividade artística. Por momentos torna-se uma relação tão intensa,
autêntica, apetecida e prazerosa que nos esquecemos da realidade que vamos
construindo para o nosso dia-a-dia e tornamos possível a vivência de sonhos
encobertos pelas limitações que nos vão sendo impostas ou que nós próprios as
vamos alimentando. Aos olhos de muitas pessoas talvez seja utópico ou imaturo
viver nestes estados, mas tal pensamento pode ser reflexo da falta de
experiência ou da dificuldade nos cálculos de moderação.
Ao longo da nossa vida tendemos a procurar
incessantemente prolongamentos do nosso corpo e da nossa alma. Belo é quando
conseguimos efetivamente trocar experiências saudáveis com esses frutos do
desejo. Se soubermos abrir a mente e o coração vamos descobrir estados de alma
que podem superar as nossas maiores expectativas da vivência de paixões de
grande intensidade, assim como vamos poder explorar tais estados para
permitirmos a nós próprios a vivência de um amor intenso. Se centrarmos tudo
isto nas relações amorosas vamos facilmente apre(e)nder que só podemos ser plenamente
felizes (a tal utopia para alguns) quando soubermos introduzir na nossa vida
algumas regras libertadoras e orientadoras. Procura a sublimidade da
envolvência, como se houvesse o dia de amanhã.

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