Olá,
caros pais.
Hoje
vou falar-vos muito brevemente da importância do amor que os pais, do sexo
masculino, têm para dar aos seus filhos. Já há muito que prometia falar sobre
esta temática. Aqui está. Nada do que vou dizer é exclusivo de um pai, pois
poderia também falar nos mesmos moldes relativamente à mãe. Porém, pretendo
focar-me apenas na figura masculina porque durante muitos anos foi vista como
uma figura menos central na vida dos filhos, principalmente no que se refere à
ligação emocional entre ambos.
Um dia, relativamente ao meu filho,
escrevi e partilhei o seguinte:
«Ter um filho é maravilhoso! É
uma oportunidade que a vida nos dá para compreendermos que ganhar e perder
podem e devem conviver no mesmo espaço, bem dentro de nós, e que é muito
saudável. Ganhamos mais alegria e perdemos uma centração excessiva em nós. Há
melhor presente que a vida nos pode dar? Não há. Se a vida nos dá uma outra
vida, está a dar o melhor de si. Quando tivermos que nos queixar da vida,
lembremo-nos que a vida não se queixa de nós e diariamente está a
presentear-nos. Só temos que estar atentos e acreditarmos sempre…».
Este momento de partilha revela uma
pequena parcela do quão encantador e emocionalmente intenso é ser pai. Aliás,
por vezes penso o seguinte: o maior encanto está no facto de ser pai ou de ter
um filho? Ser pai é, entre um conjunto diversificado de funções e de
caraterísticas, assumir um papel (exemplar) de grande responsabilidade no seio
da família e na sociedade. Ter um filho é ser presenteado com uma vida que
ajudamos a criar (no sentido da origem da vida), quando nos referimos a um
filho biológico, e que teremos a função de cuidar (cabendo aqui todas as outras
formas que nos permitem ter um filho). As duas situações – ter um filho e ser
pai – não estão dissociadas, mas parece que ter um filho é um feito mais
grandioso. Por isso é que começo por dizer que «ter um filho é maravilhoso».
Poderia começar por dizer que ser pai é maravilhoso. Não estaria a mentir.
Todavia, o motivo de maior regozijo é ter um filho e amá-lo para toda a vida (e
mesmo para além da mesma).
Para
clarificar a mensagem que quero passar, acrescento o seguinte: se o pai for,
acima de tudo, uma pessoa que quer amar o seu filho e cuidar dele, aí o
estatuto de pai já sobe uns degraus e talvez fique ao mesmo nível da
importância de ter um filho, pondo numa outra dimensão a discussão que foi
lançada no parágrafo anterior. É somente esta mensagem que quero deixar. Neste
texto, não pretendo entrar pelos meandros complexos destas temáticas. Deixo
aqui uma mensagem simples: se falamos de amor de pai, podemos falar da
maravilhosa experiência de ter um filho; se só falamos de pai (reparem na
palavra que foi omitida), devemos elevar a pulcritude da entrada de um filho na
nossa vida. Só com o espoletar das emoções desta última ação (implícita na
frase anterior) é que podemos almejar ser uns amores de pais e entrarmos na
vida de um filho (para sempre). Desta forma, os vossos filhos sempre
verbalizarão que vos amam e escreverão com tinta do coração «o quão maravilhoso
é ter um pai como o meu…». Caros leitores masculinos (futuros «papás» ou já a
assumir a função de «papás»), cá entre nós, só vocês sabem ser os melhores pais
do mundo para os vossos filhos. Usem e abusem do que sabem fazer tão bem. Usem
e abusem das vossas melhores capacidades que vos transformam em pessoas
maravilhosas na vida dos vossos filhos, na vossa e na das outras pessoas que
vos rodeiam.

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