quinta-feira, 1 de maio de 2014

A procrastinação no amor. As doze badaladas amorosas.




Por definição, procrastinar é «adiar sucessivamente aquilo que temos para fazer e sentirmo-nos, simultaneamente, culpados por estarmos a adiar».   

            Há pessoas que tendem a adiar a vivência relacional amorosa. Adiam momentos intensamente íntimos. Não raras vezes, são os interesses profissionais que acabam por se sobrepor às experiências amorosas. Sem questionar o foco na vertente laboral (que é, obviamente, um pilar absolutamente fundamental na vida de cada um), será o amor impeditivo de um desempenho e de uma evolução profissional exemplar? Não será ele mesmo um ingrediente fortalecedor de uma performance profissional exímia? É que o amor nunca vem só! Traz sempre alguém consigo que nos vai preencher o coração e abraçar a alma. E se nos sentirmos aconchegados, não estaremos mais fortes para superar todas as nossas metas? Sim, com toda a certeza. Com mais alguém na nossa vida as oportunidades de sucesso tendem a multiplicar-se, simplesmente porque essa pessoa não é uma qualquer. É alguém com quem queremos estar. É alguém que vai permitir que possamos partilhar algo muito relevante de nós: sermos nós próprios. Deixamos de ser nós próprios só para nós e passamos também a ser para mais alguém. Como bónus, ainda temos a oportunidade de sermos mais do que nós próprios, ou seja, podemos também ser «nós» como resultado do próprio com a soma do «outro» (que também pode ser ele mesmo connosco). Estas dinâmicas complexas e positivamente construtoras para o nosso desenvolvimento pessoal, relacional, social e profissional, emanam energia positiva para todos os nossos contextos formais e informais da vida. Dito isto, volto ao início e questiono: qual a razão de adiarmos o amor em prol da profissão, sendo que ambos podem conviver lado a lado de perfeita saúde e num tom harmónico absolutamente encantador, motivador e inspirador? Comecemos hoje o que podemos fazer ainda hoje… AMAR. Evitemos o sentimento de culpa. Se não fizermos nada, ele vai perseguir-nos. Mudemos os nossos pensamentos e a nossa relação com os outros. Como? Aqui vai uma receita universal para ser implementada num qualquer momento propício de mudança (que pode ser quando quisermos). Sugiro não seguirem à risca, mas imponho que não risquem do traçado da vossa caminhada. Eis as doze badaladas:

            1.ª badalada. Pensemos e escrevamos as vantagens que temos em adiar a busca pelo amor. Identificar as vantagens vai permitir que compreendamos as razões que nos levam a adiar sistematicamente a busca pelo amor.

            2.ª badalada. Pensemos e escrevamos as desvantagens que temos em adiar a busca pelo amor. Identificar as desvantagens traz-nos à consciência o que não queremos que aconteça.

            3.ª badalada. Pesemos as vantagens e as desvantagens. As vantagens sobrepõe-se às desvantagens ou é o contrário? Fazer um balanço das vantagens e desvantagens permite-nos clarificar o caminho que devemos seguir.

            4.ª, 5.ª, 6.ª e 7.ª badaladas. Sigamos os passos 1, 2 e 3, mas centrados nas vantagens e desvantagens de procurar o amor (e não de adiar a busca pelo mesmo). De seguida (7.º passo), façamos um balanço geral (e escrevamos as nossas reflexões). Onde estão as maiores e mais interessantes vantagens?

            8.ª badalada. Se optamos por seguir o coração (se os grandes benefícios caíram desse lado), escrevamos quando pretendemos iniciar a «aventura» (isto é, a mudança de comportamento). Estamos a incluir a tarefa no nosso tempo, onde já não reina só o trabalho, e, assim, estamos a traçar objetivos com os quais estamos a comprometer-nos.

9.ª badalada. Tentemos encontrar (e listar) os impedimentos que podem surgir no caminho que traçamos. Identificar os problemas que podemos encontrar ajuda-nos a pensar e a preparar respostas/ações certas.

10.ª badalada. No seguimento do passo anterior, encontremos soluções/respostas para os impedimentos (e escrevamos!). Preparar a resposta/ação mais acertada para os problemas que podem surgir torna-nos mais eficientes na concretização dos desafios.

11.ª badalada. Pensemos de forma positiva e construtiva e, de seguida, ajamos com convicção! Se transformarmos os nossos pensamentos e comportamentos rumo ao que é mais vantajoso para nós, sairemos claramente beneficiados. A ação é o principal agente de mudança. Depois de começarmos é muito mais fácil continuar.

12.ª badalada. Sejamos sempre autocríticos e, se necessitarmos, reformulemos os nossos objetivos e as nossas estratégias.

Já começaram?     

2 comentários:

  1. Sem dúvida a vida sorri muito mais quando o AMOR nos acompanha

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  2. "É que o amor nunca vem só! Traz sempre alguém consigo que nos vai preencher o coração e abraçar a alma."

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